Nanquim
A técnica de nanquim, é conhecida pela utilização de tinta preta muito pigmentada à base de carbono, apresentando alta durabilidade, resistência à água e cor intensa. Quando utilizada em canetas apropriadas, ela oferece maior precisão e consistência no traço, sendo ideal para trabalhos que exigem definição e padronização.
Nas ilustrações científicas, a caneta nanquim é essencial para representar com exatidão, veja por exemplo, as ilustrações botânicas publicadas em revistas científicas especializadas da área. Com diferentes espessuras de linha, ela permite organizar visualmente as informações, destacando elementos específicos e detalhes com precisão.
Artistas tendem a utilizar as canetas nanquim para criar contornos marcantes, desenvolver texturas e aplicar técnicas como hachura, que ajudam a construir sombra, profundidade e volume. Além de ser utilizada de maneira exploratória, como em quadrinhos, lettering e desenhos botânicos, como os confeccionados no Núcleo de Ilustração Científica.
Seus tipos variam de acordo com o formato da ponta e a espessura do traço, fatores que influenciam diretamente no resultado da ilustração. O tipo mais utilizado em desenhos técnicos é a caneta com ponta calibrada, possuindo espessuras padronizadas, como 0.03, 0.05, 0.1, 0.3 e 0.5 mm, garantindo linhas uniformes e precisas. Já em ilustrações de cunho artístsico, além de pontas mais finas, também existem versões com pontas mais grossas, que permitem a construção de contraste, destacar contornos e trabalhar áreas de preenchimento.
Esta técnica em específico também mostra a necessidade de um tipo de papel apropriado a este trabalho, mais liso, de média ou alta gramatura e com baixa absorção, como os papéis da tipo Bristol de 180 até 250 g/m² ou o papéis específicos para Mangá de200 g/m²
